Sany é a Top 3 do mundo!

Ocupando agora o posto de 3ª maior fabricante de máquinas para construção do planeta, Sany traça plano de expansão para além do país de origem, a China, onde domina o mercado

Impulsionada pelas vendas domésticas, a fabricante chinesa de máquinas para construção Sany alcançou a terceira posição entre as maiores indústrias do mundo deste setor. Os ótimos números foram puxados também pela atuação na Belt & Road Initiative (BRI), plano de desenvolvimento mundial para infraestrutura capitaneado pela China. O plano da companhia agora é ampliar a participação no mercado externo, o que inclui o Brasil.

No trimestre de julho a setembro deste ano, a Sany foi a única representante das top três que obteve crescimento nas vendas e no lucro. As vendas da companhia aumentaram 18%, ganho de US$ 2.17 bilhões, mais do que o triplo do que quatro anos atrás. O lucro líquido disparou para mais de 61%. A empresa possui 23% do mercado chinês, número que faz da Sany o maior player do país, onde dobrou a participação em sete anos.

Entre as forças da Sany estão os preços competitivos. “Mas é um erro avaliar que esta é a única vantagem”, afirmou Katsushi Saito, analista da Nomura Securities, em entrevista à revista especializada japonesa Nikkei Asian Review. De acordo com o especialista, a companhia é reconhecida pela excelência em utilizar partes de alta performance nas máquinas que fabrica, como os conjuntos hidráulicos. “Muitos destes componentes-chave são feitos por fabricantes japoneses como a Kawasaki e Nabtesco”, destaca Saito. 

A Sany investe aproximadamente 3% do total das vendas em pesquisa e desenvolvimento. O resultado desta política se traduz em inovação. Exemplo disto, é a parceria com Huawei na tecnologia 5G para o desenvolvimento das máquinas autônomas para construção.

Apesar da fabricante se apoiar no mercado doméstico, as vendas no exterior aumentaram 36% em três anos, o que representa US$ 1.9 bilhão, em 2018. Os planos para o futuro são ambiciosos. A Sany almeja ganhar metade da receita no exterior a partir de 2024 por meio da BRI, além de outras inciativas.

O que é Belt & Road Initiative (BRI)

Em 2013, o Presidente Chinês Xi Jinping liderou a iniciativa que originou a criação da BRI. Sob a liderança da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), a BRI começou a tomar forma, abrangendo diferentes países e regiões.

No início da BRI os países da América Latina não foram incluídos, mas em 2018, a China convidou algumas nações da região para se unirem à iniciativa. Em entrevista à Agência de Notícias chinesa Xinhua, o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Xia Huasheng, afirmou que o Brasil pode ser um dos maiores beneficiários da BRI. “A maioria dos projetos da Belt and Road Initiative estão relacionados com infraestrutura, o que é essencial para a recuperação econômica do país.”

De acordo com reportagem da Revista Exame, analistas calculam que a BRI já gastou aproximadamente US$ 200 bilhões em investimentos. A previsão de empresas internacionais é que os aportes e investimentos alcancem mais de US$ 1,2 trilhão nos próximos 10 anos.

O escopo da iniciativa inclui:

  • Ferrovias
  • Estradas
  • Portos
  • Transporte aéreo
  • Instalações de energia
  • Instalações de telecomunicações, mídia e tecnologia

 

Fontes:

Nikkei Asian Review - https://asia.nikkei.com/Business/Companies/Belt-and-Road-cements-Sany-among-big-3-in-construction-machinery

Exame - https://exame.abril.com.br/mundo/a-importancia-da-the-belt-and-road-initiative-para-a-america-latina/